Missão
Histórico
Objetivos
Equipe
Atividades em 2018

 

  

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Estudantes do 4º ano do ensino fundamental da Escola
Martinho Lutero, de Canoas, em 9 de outubro de 2017,
visitando o Memorial e realizando o Júri Simulado
dentro do Formando Gerações
(Fotografia: Divulgação/Memorial do Judiciário)
 

  

Missão

“Promover a preservação da Memória do Judiciário gaúcho, analisando os dados – em qualquer de suas formas – e favorecendo sua difusão na Comunidade”.

  

Histórico

Em 23 de janeiro de 1998, Portaria assinada pelo Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Adroaldo Furtado Fabrício, criou o Projeto Memória. O início das atividades ocorreu em 6 de julho do mesmo ano, já na Presidência do Desembargador Cacildo de Andrade Xavier. Mais tarde, pela Portaria nº 35/2000-P, de 11 de outubro de 2000, o Projeto converteu-se em Centro de Memória do Judiciário Gaúcho. E somente mediante a Portaria nº 01/2002, assinada pelo então Presidente, Desembargador Luiz Felipe Vasques de Magalhães, em 09 de janeiro de 2002, o Centro transformou-se em Memorial do Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Em 29 de janeiro do mesmo ano, foram inauguradas as novas instalações no andar térreo do Palácio da Justiça.

Cabe ao Memorial do Judiciário administrar o Espaço Desembargador Donato João Sehnem, em suas instalações localizadas no térreo do Palácio da Justiça, e também o uso da Galeria dos Casamentos, localizado no mezanino do mesmo andar. Na Galeria dos Casamentos tem sido realizadas exposições, apresentações artísticas e as cerimônias coletivas de casamento.
O Memorial mantém uma biblioteca especializada em História do Judiciário e nos assuntos relacionadas com as suas atividades e um grande acervo em contínuo crescimento composto, entre outros itens, de documentos e livros originais, fotografias, processos judiciais impactantes,  móveis, objetos antigos usados na Justiça e pelos Magistrados, e da produção historiográfica.

Objetivos

- Reunir, sistematizar e divulgar o acervo histórico – material e documental – da primeira e da segunda instância do Judiciário sul-rio-grandense;

- Propor políticas de preservação e de tratamento do acervo documental;

- Propor e executar políticas de memória institucional e de atividades culturais;

- Conceber e executar projetos de pesquisa sobre a História do Direito e do Judiciário no Rio Grande do Sul;

- Oportunizar, por meio de vagas de estágio, espaços para a formação de novos pesquisadores comprometidos com a História do Direito e do Judiciário;

- Oferecer elementos para enriquecer o debate sobre a identidade e o papel do Judiciário na moderna sociedade democrática;

- Conceber e executar, por meio do estudo da memória institucional, estratégias facilitadoras de canais de aproximação do Judiciário à sociedade, exercendo papel didático quanto à função do Judiciário e quanto à divulgação dos direitos da cidadania;

- Estabelecer intercâmbio com outros centros de pesquisa e museus do Judiciário.

 

Equipe

O Memorial é dirigido pelo Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis, designado pelo Presidente do Tribunal de Justiça. Além do Diretor, fazem parte da equipe quatro servidores e cinco estagiários:

Diretor
Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis

Assistente Técnica
Carine Medeiros Trindade

Assistente Administrativa
Sabrina Lindemann

Corpo Técnico-Administrativo  
Demétrio de Freitas Xavier
Maria Itara Pinto Brum
Roberto Medeiros Soares

Estagiários
Ewandra Paz Palskuski
Iury Fontes dos Passos
Julia Machado Petry
Nathaja Goulart de Souza
Victoria Silveira Fraga

 

Atividades em 2018

O Memorial desenvolveu suas atividades seguindo a organicidade de sua estrutura: salvaguarda de acervos; fomento e produção de pesquisa e responsabilidade social.

Fomento e produção de pesquisa

A partir de 2014, o Memorial adotou sistema de trabalho por temática anual, incorporando todas as suas atividades de pesquisa, publicações, eventos e exposições. A temática é aberta na Semana Nacional dos Museus, em maio de cada ano. Em razão do grande público visitante, em 2018, foi mantida a exposição “Minhas Memórias, Nossa História” no espaço principal de exposições do Memorial. Em visitas guiadas, a exposição recebeu 200 participantes por meio de 9 grupos agendados.

Em comemoração aos seus 20 anos, o Memorial realizou atividades dentro da temática que se estenderá para 2019 - Mito & Realidade: que busca fazer reflexão sobre o papel das instituições de Memória na construção da História, destacando a importância da guarda e manutenção dos documentos históricos. E contrapõe com nossa atual realidade, em que notícias falsas têm-se disseminado em razão do pouco questionamento de sua veracidade.

 

A 7ª edição do Seminário Desvendando o Rio Grande foi realizada em parceria com a Coordenação da Memória Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, e integrou a 2ª Semana do Patrimônio Cultural. Como parte da programação que ocorreu no Palácio da Justiça, foi realizada a abertura do evento e a palestra da arquiteta Luísa Duran, intitulada “As contribuições dos açorianos na formação urbana do sul do Brasil e Porto Alegre”. Parte do seminário Desvendando o Rio Grande, foi proferida a palestra “Panorama da arquitetura moderna em Porto Alegre, com o arq. Luís Henrique Haas Luccas e debatedor arq. Eduardo Hahn, Coordenador da Memória Cultural e o painel “Instituições de Memória e Patrimônio”, com a Dra. Letícia Bauer do Museu Joaquim Felizardo e a Historiadora Ma. Lígia Ketzer Fagundes, do Museu da UFRGS, com mediação da Assistente Técnica do Memorial do Judiciário do RS, Carine Trindade.

Na área de Arquivo foram atendidas 40 demandas de pesquisa, na busca por informações sobre a trajetória de Magistrados, autos de processos, história das Comarcas, estrutura do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul.

 

Neste eixo, em continuidade ao Programa de História Oral, foram indexados e revisados depoimentos com a finalidade de agilizar a busca de informações no Banco de História Oral.

O Banco de Dados de Magistrados em construção, cujo objetivo é consolidar informações de diferentes fontes documentais, de sistemas informatizados, de história oral, recebeu informações para sua atualização nas fichas individuais.

No eixo da Responsabilidade social, o Memorial participou da Caminhada Cultural, em parceria com o Memorial da Santa Casa, em que foi apresentada a Exposição Minhas Memórias, Nossa História para um público de 65 pessoas.

Cumprindo os objetivos de promoção de espaços de reflexão e aprendizagem sobre a história e a cultura rio-grandense, foram montadas as exposições: “Até que a morte nos separe” de autoria da artista plástica Graça Craidy, no Foro Central prédio I, e inaugurada durante a 10ª edição da Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa.

 

A exposição “Agora ou na hora de nossa morte”, em parceria com a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJ e com a CGJ, propiciou o debate acerca dos altos números de feminicídios por meio do alerta sobre casos ocorridos no Estado. Após recorde de público com a montagem no Palácio da Justiça, a exposição passou a ser itinerante, e atualmente, é sediada pelo Foro Central Prédio I.

 

Em parceria com a VEPMA/POA, o IPF/SUSEP e a AJURIS, o Memorial desenvolveu a expografia de duas exposições com o título “A Cura pela Arte”, na Galeria dos Casamentos, com a mostra de telas sob a técnica Dripping, e no átrio do Foro Central Prédio II, com a temática Klimt visita o IPF.

 

Na semana alusiva ao Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Memorial, em parceria com o Comitê Interinstitucional de Defesa e Proteção da Pessoa Idosa, organizou a exposição “Velhos: profissão solidão, da artista plástica Graça Craidy, realizou uma edição do Formando Gerações com a apresentação de um espetáculo de teatro de bonecos, integralmente composto pela equipe do Memorial do Judiciário - servidores e estagiários -, para tratar de violência contra a pessoa idosa. O espetáculo “Amor envelhece, responsabilidade caduca?”, apresentado em duas oportunidades durante a semana de atividades alusivas ao Dia Internacional da Pessoa Idosa. Este espetáculo se soma ao repertório de teatro de animação do Memorial juntamente com o Negrinho do Pastoreio (para tratar da questão da escravidão) e Eu Digo Não (sobre violência sexual infantil).

 

Ainda sobre a temática da pessoa idosa, o Memorial organizou exposição de desenhos que as turmas de estudantes fizeram após participarem do Formando Gerações temático. A partir do desenvolvimento dos trabalhos, os alunos refletiram sobre suas atitudes com os idosos e os cuidados que eles precisam receber da família.

O Programa “Formando Gerações” realizou 55 edições com público de estudantes de escolas e de Universidades, servidores e orientadores educacionais, totalizando o atendimento a 1.474 pessoas e atingindo 11 cidades do Estado, alcançando 13.290 visitantes que participaram do Projeto desde 2004.

Criado como uma extensão do Formando Gerações, a 10ª Edição do “Prêmio FALA”, em parceria com a CGJ, premiou com 16 microcomputadores alunos e escolas vencedores em cada uma das quatro categorias: artes plásticas, literatura, música e audiovisual. Contando, neste ano, a inscrição de 22 trabalhos.

Na Galeria dos Casamento do Palácio da Justiça, dois Casamentos Coletivos uniram 55 casais no Projeto que é realizado em parceria com a CGJ e 9

 

com o Cartório Calixto. Ao todo, um público de 268 pessoas esteve presente nos dois eventos.

O projeto vinculado ao eixo Função Jurisdicional e Políticas Públicas: “Direito e Música - Terça Lírica” apresentou duas óperas completas: “L’Enfant Prodigue” e “Il Maestro di Musica”, em quatro apresentações de forma itinerante e o Concerto de Natal. Aberta a temporada 2018, a Galeria dos Casamentos sediou o primeiro espetáculo, que depois itinerou entre os edifícios do Poder Judiciário: Foro Central, prédio II, Foro Regional da Tristeza e Foro Regional Sarandi, totalizando uma plateia de 272 pessoas em recitais.

 

O Memorial participou da organização e execução, em parceria com a AOERGS – Associação dos Orientadores Educacionais do RS, do XII Curso Produção de Vida e Sentidos, com o tema “Tecendo Sonhos em Tempos de Resistência”, contou com a presença do Desembargador José Antônio Daltoé Cezar, do Juiz de Direito, Dr. Pio Giovani Dresch, a servidora Anita Maurique e as servidoras Sabrina Lindemann, Carine Trindade, que realizaram oficina sobre o Formando Gerações para um público de 27 pessoas. O curso contou com a presença de 127 professores e orientadores educacionais.

 

Aloizio Pedersen em palestra com atividade prática no XII Curso Produção de Vida e Sentidos, com o tema “Tecendo Sonhos em Tempos de Resistência”, no auditório do Palácio da Justiça

Foram realizadas 14 visitas guiadas para estudantes de arquitetura, servidores e público em geral às dependências do Memorial, estendidas ao Palácio da Justiça - ícone da arquitetura moderna, totalizando 349 visitantes de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Deu-se prosseguimento à participação do Memorial no Projeto “Os Caminhos da Matriz”, recebendo visitantes em 2 visitas guiadas, no último sábado dos meses de junho e setembro, totalizando 31 pessoas atendidas no Projeto. O “Caminhos da Matriz” tem o objetivo de proporcionar à comunidade acesso e orientação sobre a história e a cultura rio-grandense no âmbito da Justiça e sobre as Instituições Públicas localizadas no entorno da Praça da Matriz.

 

Caminhos da Matriz, edição de 29 de setembro de 2018

O Memorial coordenou a participação do Poder Judiciário na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. A Troca Espontânea propiciou o recebimento de mais de 435 obras com destinação para bibliotecas de escolas públicas e presídios. No evento, foram distribuídos 257 exemplares de obras produzidas pelo Poder Judiciário do RS. Foi promovido, no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, o painel “Fake News e o Comportamento Digital”, com a participação da Juíza de Direito Dra. Márcia Kern e do Dr. Leonardo Zanatta, especialista em proteção em mídias digitais e redes sociais., que falaram sobre como nosso comportamento em redes sociais pode levar a consequências no Judiciário. Público de 49 pessoas prestigiou o evento. 13

 

Enfim, em atendimento à Resolução Normativa nº 3, do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, a partir da reformulação dos procedimentos de contagem de público em eventos e espaços do Memorial, foi possível maior exatidão em contagem de público visitante, totalizando 2.989 pessoas entre as que visitaram e as que acompanharam atividades nos ambientes do Memorial. Somando-se o público não computado que participou de atividades em ambientes externos ao Memorial, o público atendido na Feira do Livro de Porto Alegre, e o público presente em inaugurações e visitas a exposições fora dos espaços do Memorial.

(relatórios de atividades anteriores a 2017 estão inclusos nos Relatórios Anuais do Tribunal de Justiça)

 

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