O Caso


Em 27 de janeiro de 2013 a Boate Kiss sediou a festa universitária denominada “Agromerados”. No palco, se apresentava a Banda Gurizada Fandangueira, quando um dos integrantes disparou um artefato pirotécnico, atingindo parte do teto do prédio, que pegou fogo.

O incêndio, que se alastrou rapidamente, causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos. As responsabilidades são apuradas em seis processos judiciais. O principal tramitou na 1ª Vara Criminal da Comarca, foi dividido e originou outros dois (falso testemunho e fraude processual).

No processo criminal, os empresários e sócios da Boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, respondem por homicídio simples (242 vezes consumado, pelo número de mortos; e 636 vezes tentado, número de feridos). Eles serão julgados por um Conselho de Sentença, no Tribunal do Júri, no dia 1º de dezembro de 2021, no 2º Juizado da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre.

Foi concedido o desaforamento (transfer̻ncia de julgamento para outra comarca) a tr̻s r̩us РElissandro, Mauro e Marcelo Рque seṛo julgados em uma Vara do J̼ri da Comarca de Porto Alegre. Luciano foi o ̼nico que ṇo manifestou interesse na troca, mas atrav̩s de um Pedido de Desaforamento do Minist̩rio P̼blico, o TJRS determinou que ele se junte aos outros, em um julgamento ̼nico, na Capital.

Passando a tramitar em Porto Alegre, o processo ganhou o número 001/2.20.0047171-0.